Native Advertising, a mídia, SEO e o Google…

Nesse vídeo abaixo, que foi postado no dia 29/05/2013, o Matt Cutts explica quais são as diferenças entre conteúdo editorial, publieditoriais (advertorials) e publicidade nativa (native advertising).

Já faz tempo que o Matt Cutts, do time de Web SPAM do Google, vem alertando que qualquer link pago deve levar um atributo “nofollow”.

O Google se posiciona contra esses tipos de conteúdo, quando não estão sendo claramente identificado como patrocinado (pago), isso por razões éticas:

  • Não é bom enganar o usuário, com por exemplo um conteúdo parecendo um artigo quando na verdade ele foi pago pela empresa que está promovendo seu produto/serviço
  • Links pagos sem atributo “nofollow” acabam enganando o algoritmo, criando distorções no PageRank e favorecendo rankings naturais de sites que na verdade estão pagando por isso

Mas além da experiência do usuário e do SEO, o problema é bem maior para o Google.

Porque por trás desses lindos argumentos listados acima, existe uma realidade comercial onde a publicidade nativa, se ela ficar popular entre os anunciantes, os editores e os profissionais de SEO e Marketing Digital, pode competir diretamente com o modelo de negócios do gigante de buscas.

Ao invés de investir sua verba de marketing em Adwords, que tal fazer Native Advertising?

A prática do conteúdo patrocinado não é nova, já existe dentro do Facebook com as “sponsored stories” e no Twitter com os “promoted tweets”, para citar exemplos famosos da web. Mas existe também em clipes, novelas, etc.

O próprio Google faz isso de alguma forma, o Adwords (Links Patrocinados) e o Adsense podem ser considerados Native Advertising. Uma publicidade nativa, menos intrusiva, que aparece somente quando o usuário procure por isso.

E o fato do Google colocar um amarelo mais claro nos anúncios dos resultados de busca, também demostre uma tentativa de tornar a publicidade deles mais “nativa”.

Google SPAM SEO

Nesse contexto, profissionais de SEO e de Marketing Digital enxergam uma nova oportunidade de Link Building nesse jeito “novo” de fazer publicidade.

É claro que colocar um link pago sem nofollow melhore os rankings do site apontado, consequentemente poderia ser monetizado. Mas os White Hat SEOs (que otimizam de forma ética, evitando SPAM), sabendo que isso é considerado Black Hat pelo Google, e sabendo que é o certo para o usuário, deveriam adicionar o atributo “nofollow” nos links do conteúdo patrocinado. Conforme mencionado acima.

Mas será que a indústria de SEO irá na maioria obedecer as Guidelines do Google e pensar no usuário? 

E apesar da chamada “separação Igreja e Estado” na mídia tradicional, e dos princípios editoriais vigentes nas redações, será que a mídia irá manter a linha?

Porque “editores são pobres e redes de publicidade são ricas, então talvez seja o momento dos editores se tornaram redes de publicidade?”

No pior dos casos, se corrompendo. Perdendo a credibilidade das suas marcas em troca de pouco dinheiro. No melhor, usando o Native Advertising de forma certa como elemento na busca de um novo modelo!

E altamente provável que muitos irão tomar o caminho perigoso e inovador do Native Advertising. A mídia tradicional está perdendo espaço e a Internet crescendo rápido.

No Brasil a situação não é tão crítica quanto no exterior, conglomerados brasileiros de mídia devem sobreviver por muito tempo ainda. Afinal, as outras mídias ainda têm muito espaço e ser provedor de conteúdo é outro negócio do que ser provedor de serviços.

Talvez o futuro da mídia está num modelo híbrido entre conteúdo, serviços e publicidade. E acredito que…

Publicidade nativa é algo que deve se desenvolver bastante

Resta saber como?

Vários formatos muito criativos já estão sendo desenvolvidos e testados no mercado. Plataformas já existem, como a Nativo e Adyoulike.

Publicidade Nativa

Fazendo as coisas de forma limpa, deixando claro que se trata de publicidade, acredito que os publieditoriais podem ajudar a publicidade na Internet a alcançar um novo patamar, permitindo experiências mais ricas. Permitiria também um engajamento maior do público.

Isso colocando um atributo “nofollow” nos links e respeitando as regras do Google. Mas também sem depender do Adwords e Adsense dele para fazer publicidade e monetizar conteúdo.

As pessoas irão se apaixonar pelos produtos e serviços das marcas que farão publicidades cada vez mais estilosas e melhor integradas a web.

Os redatores, sejam eles publicitários ou jornalistas, poderão contar histórias e escrever textos “publicitários” sem intenção de enganar ninguém!

Afinal, comércio e economia também são notícias, e tudo depende do tema, da criatividade e do contexto.

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  • Cuca de Londrina

    Muito esclarecedor esse post, gostei do blog.
    Vi você postar no grupo de SEO do Facebook. Parabéns!