Entre site e rede social, escolha os dois

Em Comunicação o que importa é alcançar a maior faixa de público possível. Não há esforço em excesso; se a mensagem chegou consistente, fantástico – com a informação transmitida, o objetivo foi alcançado.

Por isso, nunca ignore uma mídia ou veículo. A não ser que nestes ambientes não exista ninguém que seja parte do público que se quer alcançar – quase impossível -, nunca despreze chances de comunicar.

Pergunte a um profissional de mídia se ele, tendo uma enorme verba na mão, deixaria de lado uma possibilidade que fosse. Ele centraria mais em determinadas mídias, investiria em ambientes onde seus públicos mais consomem informação. Mas jamais diria ‘não’ a uma possibilidade sequer.

Público se alcança e se cria onde a informação está. É como uma flor atraindo uma abelha: um precisa do outro. Poético e real.

Por isso, quando for criar uma estratégia de presença digital, não pense em site ou rede – trabalhe com os dois.

Sites não irão acabar. Daqui a anos é provável que estes ambientes tenham outro nome e que os consumidores de informação nem saibam que eles existem. O que importa, e cada vez mais será assim, é encontrar o que se procura. Ou seja, não importa mais de onde vem a informação. Mas ela precisará sempre de uma base.

Assim, para traçar a estratégia correta, é preciso entender o porquê de cada um dos ambientes, sites e redes, existirem:

Site é lugar de informação fixa e estruturada

O ‘x’ da questão do trabalho da informação no meio digital é perceber que tipo de informação é momentânea e descartável – mas nem por isso de menor importância – ou quando sua utilidade está associada à perenidade e ao ‘estar sempre à mão’. Neste caso, o site é o indicado.

Se um usuário deseja absorver informação sobre um produto ou um serviço, será em um ambiente em que ele sabe que a informação está lá, fixa, que ele irá procurar; em um site, portanto.

O visitante, baseado na lógica de uma boa arquitetura da informação, não só perceberá, intuitivamente, em que área está a informação que procura, assim como apenas checando a hierarquia apresentada pelo menu terá uma noção do universo de informação presente no site, o que será um estímulo ao retorno.

Rede social é lugar de informação flutuante e não estruturada

Nas redes sociais está o público – e para lá precisamos levar a informação.

Não é preciso que a informação permaneça; ela passa, é consumida instantaneamente pelo usuário – piscou, perdeu – e atinge seu objetivo: servir como instrumento de construção de relacionamento.

Ao informar em uma rede social, uma marca se faz vista; ao criar uma promoção relâmpago no Facebook, uma empresa utiliza o recurso imediato da viralização, se faz conhecida e azeita suas ações de relacionamento com o público. Ali, naquele momento, em contato direto com os interessados.

Nas redes sociais, informação é semente, é como um flyer bem produzido e distribuído – e disputado a tapa – em uma avenida movimentada. Leu, informou-se do necessário, flyer no lixo. Missão cumprida.

Neste ambiente a hierarquia é horizontal; não há por que pensar em arquitetura da informação e seu trabalho de desdobramento vertical. Tudo o que é informado pode ser consumido com a mesma importância, em um mesmo nível.

Continuar a ter um site ou estar presente ou não em uma rede social não é uma questão: ambos são ambientes de informação que possuem objetivos diversos. O primeiro pretende criar um ambiente de esclarecimento; o segundo, de relacionamento. Em ambos, a matéria-prima é a informação.

Em suma, é raro, mas às vezes podemos ter tudo – e por isso mesmo não podemos desperdiçar a oportunidade.